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Marta Velha - Writer

28
Ago17

Não sou de politiquices mas há coisas que me tiram do sério... E eu fico possuída!

Marta Velha

     Este foi o meu post no facebook no dia 25 de Agosto. Não sou de politiquices (voto SEMPRE que há eleições - SEMPRE! Porque só assim tenho o direito de reclamar!) mas há coisas que me deixam possuída e muito chateada!

 

     'Hoje deu-me para isto porque estou mesmo rabugenta!! Quem me conhece sabe que NUNCA pelo facebook disse mal de nenhuma instituição pública, mas hoje estou MESMO azeda e há coisas que me deixam possuída!!! 
Então não é que o Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, o senhor Ribau Esteves teve a 'lata' de vir para a televisão dizer 'jardins impecavelmente tratados'???? A Câmara levou logo, logo, logo com um mail meu, que deixo aqui reproduzido porque pode ser que chegue mais depressa ao destino!! Faltam as fotos dos JARDINS IMPECAVELMENTE TRATADOS que amanhã coloco aqui!!

Município de Aveiro e Freguesia Santa Joana

Ex.mo Senhor Presidente Ribau Esteves:

foi com algum espanto que hoje ouvi parte da reportagem que passou na RTP3 ao final do dia. E esta minha indignação deve-se a uma frase de sua excelência: 'jardins impecavelmente tratados' - até recuei o programa para ver se realmente estava sua excelência a falar dos jardins de Aveiro, e fiquei de queixos caídos porque tinha ouvido muito bem. Convido sua excelência a visitar a Urbanização do Caião, passear por esta Urbanização e reparar bem nos jardins outrora sim, bem tratados e verdes! Hoje estão ao abandono, a relva não existe. Convido também sua excelência, nessa visita, a trazer operários para que possam varrer/limpar/tratar o lixo que anda no chão. No passado dia 7 de Agosto - através das redes sociais - enviei as imagens dos anexos para a Junta de Freguesia de Santa Joana a solicitar a limpeza desta mesma Urbanização porque era uma vergonha a mesma se encontrar assim. Foram prontos na resposta mas o lixo só não continua no mesmo sitio porque o vento encarrega-se de o mudar de lugar! 
Enviei no mesmo dia fotos do Ecoponto do plástico! Cheio! Com sacos já no chão! Uma vergonha quando a Câmara quer cumprir com as metas impostas para a reciclagem e quando a reciclagem é ensinada a crianças desde tenra idade!

As suas palavras, senhor Presidente, só me levam a pensar que sua excelência não conhece de todo o município pelo qual dá a cara! Agora, vir mentir para a televisão a falar de jardins, em tempo de eleições é algo que a mim me deixa mesmo, mas mesmo muito indignada.

Não espero uma resposta de sua excelência nem de ninguém ligado ao gabinete responsável pelas limpezas das referidas urbanizações mas fico menos indignada por saber que fiz passar a minha palavra e que a mim nada me passa ao lado, nem mesmo uma frase simples como 'jardins impecavelmente tratados'.

Desejo-lhe um bom trabalho e desejo também que um dia possa ouvir de parte de sua excelência a mesma frase e possa enviar-lhe um mail a dar-lhe os parabéns porque é verdade!'

 

E este foi o post do dia 26 de Agosto:

     'Santa Joana não é AVEIRO!
Ora muito bem, quando falamos de jardins impecavelmente tratados em Aveiro falamos de Aveiro, não falamos de outra localidade qualquer em redor! Porque afinal essas localidades em redor não são Aveiro! Ontem prometi as tais famosas fotos dos jardins impecavelmente tratados! Cá estão elas! Não pensem que na Freguesia Santa Joana é tudo mau! Não é! Moro nesta freguesia desde 1999, sempre e repito SEMPRE votei! Se votei tenho o meu direito à indignação! Porque há aqueles que amam falar mal das instituições da Câmara ou das Freguesias mas na hora de exercer o seu direito de escolha não votam lá os pezinhos! Eu costumo dizer, só quem vota é que pode dizer mal! Ou bem! Ou criticar! Ou elogiar! Neste momento critico! Alguns (repito ALGUNS) dos jardins em Santa Joana estão como podem ver pelas fotos. Mas o polidesportivo na Urbanização do Caião foi todo renovado, ainda bem porque há crianças e jovens (e até adultos) que beneficiam daquele espaço. Agora se falta muita coisa? Falta... oh se falta.
Para todos aqueles que dizem que os políticos SÃO MENTIROSOS, venho também aqui desmistificar isso! Há um político que já exerceu as suas funções na referida junta que me fez uma promessa (promessa aquando da entrada do meu filho na escola primária no Solposto - que pertence a Santa Joana) - prometeu e CUMPRIU! Sim, CUMPRIU! Na altura havia (e ainda há) na referida escola um ATL que fechava à hora do almoço em tempo de férias escolares (entre Junho e Setembro) - ora se eu trabalho não tinha horário para ir buscar o meu filho à hora do almoço e levá-lo novamente... O senhor presidente prometeu-me que em Setembro desse mesmo ano haveria almoço para as crianças desse mesmo ATL - CUMPRIU! E o meu filho frequentou esse mesmo ATL até aos 11 anos!
Como podem ver, nem tudo é mau... Já os jardins... São impecáveis!!'

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24
Ago17

Pode o vermelho não ser fogo? :)

Marta Velha

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    Vinha altiva, aquele olhar de superioridade que me deixava vermelho de raiva… Tão vermelho como o vestido que se lhe colava ao corpo como uma segunda pele!

     Como é que ela podia humilhar tudo e todos? Como é que podia ser tão desumana? Como é que se atrevera a rejeitar todo o amor que eu tinha para lhe oferecer?

     Eu… Eu só queria uma oportunidade para ser feliz, para a amar! Mas riu-se! Riu-se na minha cara e teve coragem de dizer que mesmo que eu fosse o último homem à face da terra jamais me mataria o desejo!

     Matar… foi aquela palavra que percorreu o meu corpo como um fogo! Daqueles fogos devoradores! Vermelhos vivos! Como o vestido dela… Como a minha raiva…

     Limitei-me a segui-la. Ia altiva! Tão altiva como a minha raiva. Estava em frente ao espelho. Retocava o batom dos lábios. Vermelhos! Como o vestido, como a minha raiva.

     Ah, eu não tive culpa! Aquela palavra na minha mente! Aquela gargalhada sonora quando viu o meu reflexo atrás de si, pelo espelho!

     Todo aquele vermelho que não era fogo nem paixão nem raiva nem o seu vestido!

     Sangue!

     Todo aquele vermelho ali espalhado. O que é que eu fiz?

     A raiva… a palavra… o vermelho nas minha mãos… o seu corpo nada altivo a meus pés… o seu vestido manchado… a faca no seu peito… e eu ali que só a amava! Que só queria que todo aquele vermelho fosse o fogo da nossa paixão!

 

Texto elaborado especificamente para um grupo de facebook.

 

21
Ago17

Vontade de ti... :)

Marta Velha

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     E há dias assim, em que a vontade de ti é imensa.

     As saudades apertam no peito e os olhos teimam em demonstrar essa saudade! Esta vontade de ti que nunca acaba. O teu cheiro ainda vagueia, lentamente, pelo meu quarto. A tua gargalhada ecoa por aqui como se o espaço fosse todo teu. O teu toque, suave no meu corpo, ainda o sinto aqui em mim. E esta vontade de ti que nunca acaba.

     Dou por mim a percorrer cada canto deste quarto e a sorrir. Abraço-me a mim mesma em busca de um conforto que atenue esta vontade, mas ela teima em não passar.

     Olho pela janela, espreito a azáfama que corre lá em baixo, é tudo tão pequeno que parece que está a quilómetros de mim. Tal como tu…

     Respiro fundo e espero! Já não falta muito, sei que ao final do dia voltarás! E talvez, apenas talvez, consiga atenuar esta vontade de ti!

19
Ago17

Dia mundial da fotografia! :) Momentos de inspiração!

Marta Velha

     Porque os momentos de inspiração são pra lá de muitos!

 

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17
Ago17

Faltam-me as palavras! Para breve :)

Marta Velha

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17
Ago17

E de repente este é o post nº 500! :)

Marta Velha

 

     E de repente este é o post nº 500! Se é muito, se é pouco... Não sei! Sei apenas que parece um número digno de comemoração e digno de ficar registado! Espero continuar nesta 'casa' por muitos mais post's. Haja textos, haja imaginação, haja paciência para todos aqueles que 'visitam' este espaço!  A todos vocês, obrigada!  

     Até daqui a outros 500 post's!

   

 

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17
Ago17

E o graffiti do dia diz... :)

Marta Velha

     Dedico este graffiti a todos os bloggers que por aqui andam... Porque se ninguém nos ouve... nós escrevemos!

 

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09
Ago17

Um dia, talvez... :)

Marta Velha

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Um dia, talvez, o amor tenha saudades do que fomos…

Um dia, talvez, essas saudades apertem…

Um dia, talvez, volte a cumplicidade e os olhares indiscretos…

Um dia, talvez, as gargalhadas voltem a encher o nosso mundo…

Um dia, talvez, o meu mundo e o teu mundo retornem e voltem a ser ‘o nosso mundo’…

Um dia, talvez, os nossos abraços voltem a aquecer o nosso coração…

Um dia, talvez, estejamos novamente nos braços um do outro…

Um dia, talvez, digamos novamente ‘amo-te’ em uníssono…

Um dia, talvez, a estrada não seja longa demais e os nossos caminhos se cruzem…

Um dia, talvez…

05
Ago17

Silêncio! :)

Marta Velha

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04
Ago17

Premonição... :)

Marta Velha

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Agosto 2006

Alice via o seu corpo deitado numa cama de hospital, alguém gritava na sala ao lado. Um grito agonizante cheio de dor. As lágrimas caíam no chão como se fossem pingos de chuva num dia de tempestade. Queria pegar na mão daquela mulher que chorava. Queria acalmar aquela mãe que acabara de perder a filha num acidente. A morte cerebral antecipara-se à morte do coração. Este ainda batia. O mesmo coração que seria seu! O mesmo coração que o namorado iria tirar daquele corpo que tão bem conhecia e que iria colocar no seu peito. Queria ver-lhe o rosto. Queria ver a dor nos seus olhos por ter perdido a amada. Sabia que os seus olhos eram de um azul intenso e cheio de vida. Queria falar. A sua alma saíra do seu corpo, vagueava por aquele hospital. Via a agitação, sentia a dor alheia. Queria acordar, queria parar de sentir…

Alice acordou sobressaltada!! Tinha a mão sobre o coração, este batia descontroladamente como se quisesse fugir-lhe do peito. Respirava com muita dificuldade. Queria parar com aqueles pensamentos. Fechou os olhos com força, felizmente para si há muito tempo que não tinha premonições. A avó tinha-a ajudado a lidar com aquele dom desde que era muito pequena mas mesmo assim não o aceitava e recusava-se a aceitar que o que via em sonhos um dia se tornaria realidade.

 

Agosto 2008

Ângela lia o jornal vagarosamente, não sabia bem porquê mas as notícias trágicas faziam-lhe subir a adrenalina. Via a fotografia de um carro totalmente irreconhecível, pelo que repórter dizia não tinha havido mortes mas a condutora de 30 anos encontrava-se em morte cerebral o que constituía um dilema para a família directa. Desligar ou não desligar as máquinas que a mantinham a respirar?

Alice aproximou-se com o tabuleiro onde trazia os cafés e as natas para apreciarem a pausa do meio da manhã.

“-Muito gostas tu de ler essas coisas! Devias ler coisas mais animadoras! Menos trágicas! Tragédia por tragédia já basta o raio de trabalho que temos!”

Ângela respirou fundo. “-Faz-me pensar na sorte que tenho! Esta rapariga está em morte cerebral!”

Alice tocou no jornal, flashes passaram na sua mente. Um carro preto bateu contra o separador central, deu várias voltas no ar, alguém gritava por ajuda! Os gritos pararam. Sangue! Dor! Silêncio! A morte vagueava e reclamava aquela alma como sua. Afastou a mão como se o jornal estivesse a ferver e a tivesse queimado. Ia acontecer!

“-Estás bem?” – Ângela estava preocupada com a amiga, mais porque o cansaço excessivo dos últimos dias não era nada normal.

Alice olhou para a amiga, sabia que ia desfalecer. Tinha visto o que ia acontecer há duas noites. O seu coração… Precisava de um coração novo. Tinha visto outra vez aqueles olhos azuis a olharem para si. Uns olhos cheios de vida e muito intensos. Havia dor e lágrimas nos olhos mas amor no coração.

Alice só teve tempo de pousar o tabuleiro e caiu redonda no chão.

 

 

Abriu os olhos lentamente. As luzes fortes do tecto deixavam-na sem perceber onde estava. Os sons e os cheiros misturavam-se entre si e confundiam-na ainda mais. Ouvia um bip bip. Olhou lentamente para o lado. Estava no hospital, o bip agudo vinha de uma máquina a seu lado. Estava uma enfermeira aos pés da cama. Ouvia gritos e um choro que não parava por nada. Uma voz de homem, uma voz calma e que parecia apaziguar muitas tempestades, tentava acalmar a mulher que chorava. Lembrou-se do acidente, da morte, dos olhos azuis como o mar… Lembrou-se do seu coração frágil e que iria ser trocado. Respirou fundo. A sua vida ia ser fortalecida por causa da morte daquela rapariga. Iria encontrar um grande amor porque o homem dos olhos azuis tinha acabado de perder o seu. As lágrimas começaram a escorrer pelos seus olhos. Não podia aceitar isso.

“-Como se sente?” – A enfermeira aproximou-se de si. “-O doutor João já vem falar consigo. Evite falar para não se cansar.” – Sorriu.

Alice acenou afirmativamente com a cabeça e ficou a ouvir aquele choro e a voz calmante daquele homem.

 

“-Eu amava-a muito! Mas sei que neste momento apenas o corpo dela está ali. Ela já partiu Manuela. Tem que aceitar! Aceitar e dar ordem para que a máquina seja desligada. O coração dela poderá ajudar a mulher que está na cama ali ao lado! Pense Manuela! Pense. Eu também a amava…”

“-Não posso matar a minha menina. Quero a máquina ligada.”

“-Ela já está morta.” – Disse desesperado e cheio de dor.

As vozes calaram-se. Alice fechou os olhos. Sabia bem o que ia acontecer.

 

Sentiu uma mão quente sobre o seu peito. A respiração de quem estava a seu lado era lenta e ritmada. Havia tanta dor naquele toque. O seu coração batia lentamente. Quando aqueles dedos acariciaram o bater do seu coração voltou a ver. Estavam num jardim verde, as crianças corriam animadas, o labrador ladrava atrás delas. Vinha de mão dada com o homem de olhos azuis, o seu marido, o médico que a salvou. Sorriu e levou a mão ao coração, sentiu bater com mais força, com muito amor.

Abriu os olhos lentamente. A primeira coisa que viu foram os olhos dele. Azuis, intensos e cheios de vida.

“-Olá.” – Disse a custo. O médico tirou-lhe a mão do peito. Sorriu-lhe. Um sorriso triste.

“-Como se sente?”

“-Como se me tivessem tirado o coração e colocado um novo!”

O médico sorriu. Os seus olhos azuis ficaram mais intensos, mais vivos. “-Vai sentir-se melhor dentro de dias. Prometo!”

“-Eu sei!”

 

Agosto de 2014

Esperança e Salvador corriam pelo jardim. Davam risadas e tentavam apanhar o labrador de pelo preto e lustroso que corria na sua frente.

“-Mamã!! Mamã! Vou correr como o Flecha!” – Salvador corria mais do que aquilo que as suas pernitas de 4 anos permitiam.

Alice deu a mão a João. Tinha tudo o que sempre sonhara. Uma família. “-Tem cuidado querido! Podes cair!”

João acariciou-lhe os dedos e beijou-lhe os nós dos mesmos. “-Quando há seis anos, naquela cama de hospital, me disseste que ias casar comigo e que íamos ter 2 filhos, fiquei tentado em chamar o psiquiatra de serviço!”

Alice sorriu. “-Eu sei que te assustei… Mas tinha que te dizer. Amei-te assim que abri os olhos e eles encontraram os teus.” – Sentiu-se a enrubescer.

João colocou-lhe as mãos na face, puxou-a para si e beijou-a longamente. “-Ainda bem que me ensinaste a amar novamente…”

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