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Marta Velha - Writer

Marta Velha - Writer

52 semanas, 52 fotos! :) Foto 2

10.01.26, Marta Velha
52 semanas, 52 fotos!  E esta é a foto 2! 
Torre dos Clérigos, Porto!
 
História
No ano de 1753, a pedido da Irmandade dos Clérigos, o arquiteto italiano Nicolau Nasoni apresentou o projeto para uma torre sineira, e em 1754 arrancariam as obras daquela que viria a ser a mais bela e altaneira Torre, dominando toda a paisagem urbana do Porto. Em julho de 1763, com a colocação da cruz de ferro no topo, e a imagem de São Paulo no nicho sobre a porta, deu-se por finalizada a sua construção.
 
As características barrocas que a definem são a expressão máxima da espetacularidade do barroco, onde os motivos típicos deste estilo, dão à torre movimento e beleza.

365 dias, 365 palavras! Palavra 9 de 365 :)

09.01.26, Marta Velha

Bom dia! 

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Para recordar! :)

08.01.26, Marta Velha
Para recordar! Porque ler faz bem! 
 
‘-O relógio não perdoa!’ – Tantas e tantas vezes que a minha avó repete esta frase! Seguida de um ‘-Anda lá cachopa que se faz tarde!’
Aqui, com medo de me agarrar ao corrimão lembro-me dela e temo! Temo por ela e por todos aqueles que têm a mesma idade!
Tenho medo desta viagem que se aproxima. Será longa... Mas a luta valerá a pena.
Ah, se eu pudesse dar-lhe aquele abraço apertadinho, se eu pudesse dar-lhe um beijo ternurento nas suas bochechas enrugadas pelo tempo.
Olho novamente para o relógio, afinal ele não perdoa. Mas ali dentro eu sei que o tempo demorará a passar. Mais um dia, mais uma batalha dentro das portas deste hospital. Olho para trás, parece que a ouço. ‘Vá cachopa, corre! Corre que se faz tarde e o relógio não perdoa!’

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Mini conto! Para recordar! :)

07.01.26, Marta Velha
Para recordar! 
 
 
Era um dia de inverno como tantos outros que eu já tinha assistido. O vento forte agitava tudo em redor, o frio envolvia-me nos seus braços, mas eu gostava daquela sensação de frio a percorrer-me o corpo. O areal, à minha frente, era tão extenso! Não sei se terei coragem para o percorrer todo e depois voltar para o meu porto seguro. Estou sem ti há tanto tempo… Qualquer segundo é tempo demais quando se ama.
E eu amo-te!
Não sei o que aconteceu ao nós! Sei apenas que neste momento sou eu! E algures longe de mim és tu!
As águas murmuram as mesmas palavras de amor que um dia murmurámos um ao outro. Todas as promessas que ficaram por cumprir levam-me a perguntar ‘Porquê?’
Fecho os olhos e fico parada, quero tanto que estas ondas levem a minha tristeza e que em troca deixem todas as boas recordações! Os momentos que vivemos foram tão bons. Recordo as gargalhadas imensas, as brincadeiras nada inocentes que tínhamos, os beijos intensos que nos arrebatavam ao infinito, os braços que nos acalmavam, os nossos corpos suados depois das noites de prazer! Foram momentos… Apenas pequenos instantes na nossa vida! Mas eu quero que voltem!
Agora vivo nesta ansiedade de não saber que é feito de ti! Volta! Por favor!
Éramos tão cúmplices e perfeitos um para o outro.
Quero ficar aqui parada e quero que o tempo pare comigo. Quero que o passado se justifique, quero que o presente corra rápido e que traga o futuro! E quero que o futuro se torne presente e que me faça sorrir! Sorrir ao recordar que estiveste no meu passado e me fizeste feliz! Muito feliz!
Vejo as minhas pegadas gravadas na areia… Um dia caminhámos juntos, lado a lado, de mão dada, celebrámos o amor que nos unia. Agora as nossas pegadas vão em sentidos opostos!
O rugido do mar grita o meu nome e até este rugido furioso me faz lembrar a tua voz! Juro mesmo que és tu que gritas por mim numa ânsia desesperada de me ter de volta! Como eu queria que assim fosse…
O meu telemóvel toca e desperta-me desta letargia em que me encontro. O meu corpo arrepia-se quando vejo o teu nome ali gravado. Atendo a medo porque só posso estar a sonhar!
-Sim?
-Olá…
A tua voz, tão rouca, tão distante, tão triste e tão desesperada como este mar!
-O vento agita-te tanto o cabelo que, daqui, parece que tens mil braços a gesticular em cima de ti!
Fiquei em estado de alerta! Também estavas ali! Ainda te lembravas que aquele era o nosso local favorito…
-Onde estás?
-Aqui…
Olhei em redor. Estava tão desesperada por te ver! Desesperada para te abraçar e beijar e sorrir e dizer-te o que ainda sinto por ti!
Ali! Estavas parado junto ao paradão. Era difícil não te reconhecer. Queria correr para ti. Andas com calma, tão como sempre! Os teus olhos nunca deixaram os meus.
Escusado será admitir que as lágrimas me banharam o rosto. Agora estavas tão perto de mim. Não resisti…
Corri pelos poucos metros que ainda nos separavam.
Abracei-te com força!
Beijei-te com saudades!
Acariciei o teu rosto com amor!
Toquei-te para ter a certeza que eras tu!
-Maria…
Abanei a cabeça. Não queria ouvir nada, queria apenas que o mar me acalmasse. O teu calor bastava. Pelo menos por agora.
-Não digas nada…
-Perdoa-me.
-Saber perdoar é divino. Amar-te é o meu céu.
Sorriste-me e de repente o meu coração foi invadido por mais amor.
E ficámos ali, a ver o mar de mãos dadas e sem palavras para dizer o que nos ia na alma.
 

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Mini conto! Para recordar! :)

06.01.26, Marta Velha

     Alice olhava para a janela e sorria. Um sorriso distante mas que dizia tudo o que ia na sua alma. Tinha corrido quase a fugir, quase com medo de perder o comboio, quase com medo do que tinha acontecido e agora no seu interior revia as horas que tinha passado com David. Quem diria? Um simples engano num e-mail, uma troca de palavras durante dois meses e agora tinham finalmente estado juntos.

     Quando o viu parado junto à porta da estação de S. Bento reconheceu-o logo! Alto, charmoso, sorridente e com um olhar que aquecia até um iceberg. Suspirou. Sabia que parecia uma adolescente a suspirar por um homem que era pouco mais que um estranho. Mas aquelas horas que passaram juntos tinham sido magníficas. Tinham passeado pelo Centro Português de Fotografia e pela livraria Lello, a fotografia e a escrita era o que unira os dois. Um passeio onde tinham visto muita coisa e tinham conversado sobre tudo e de tudo. E depois, aquele beijo de despedida! Oh que beijo!

     Olhou novamente pela janela. Não via a paisagem via o rosto de David, o seu sorriso, sentia o seu cheiro! Nunca acreditara em amor à primeira vista, mas depois do seu dia achava que estava apaixonada! Completamente perdida de amores por aquele homem! Sentia que eram almas gémeas. Sentia que o conhecia desde sempre.

Não sabia o que iria fazer, mas queria repetir todo aquele seu dia.

      Sorriu e deixou-se embalar pela viagem que ainda seria longa, encostou o rosto à janela. E a paisagem era apenas e só os momentos do seu dia.

 

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