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Marta Velha - Writer

26
Jul17

A minha avó! Dia dos avós, 26 Julho! :)

Marta Velha

avó.jpg

     Esta era a minha avó! Entre as duas fotos há uma diferença de mais de 40 anos! A primeira foi tirada quando tinha cerca de 50 anos, a segunda foi tirada a 11 de julho de 2017. A véspera do seu falecimento. Nada o fazia prever, mas aconteceu...

     Não sabemos muito bem o ano em que nasceu! (segundo o BI a sua data de nascimento era 7/9/1926 mas segundo o seu passaporte havia uma diferença de 4 anos! ou seja 7/9/1922) A minha avó nasceu no Brasil e viveu lá até aos seus 6 ou 7 anos. Como antigamente se pagava uma coima por as crianças não serem logo registadas, aconteceu isto. Não que ela se importasse, claro! Acho mesmo que a minha avó parou nos 70 anos! Sempre que lhe perguntavamos a idade a sua resposta era pronta: 70 anos!

     Nestes dias dei por mim a pensar em tudo o que a minha avó me ensinou! E foi tanta coisa! Com ela passeei aos domingos pelo parque, apanhei flores no jardim, plantei batatas, couves, cebolas, nabos, árvores e todo o tipo de flores. Sabia de cor e salteado qual a melhor época para plantar cada uma dessas coisas, sabia como se apanhavam as ervas daninhas, como se regava! Com ela aprendi a gostar de animais. Se na nossa rua aparecesse um cão abandonado era certo e sabido que teria um novo dono e seria muito bem tratado pela senhora dona Candida!

     Nunca teve uma 'profissão', esteve sempre por casa a tomar conta dos seus dois filhos enquanto o marido (o meu avô Augusto falecido há mais de 20 anos) andava pelas ondas do mar em viagens que chegavam a demorar um ano! Mais tarde vieram os netos e também tomou conta destes! E como as forças ainda eram mais que muitas também tomou conta dos bisnetos!

     Adorava fazer trabalhos em costura - saias, casacos, blusas, vestidos! E eu, ali sentada a seus pés aprendia a dar uns pontos e a fazer roupa para as bonecas trazidas pelo meu avô ou pelo meu pai de outras terras! Fazia crochet e daquela linha branca como a neve apareciam naperons, toalhas, colchas, cortinas, chapéus, top's.  

     A minha avó conhecia todos os provérbios... TODOS! Havia sempre um na ponta da língua para nos transmitir um ensinamento qualquer. E não é que batiam sempre certo?

      Faleceu há uns dias, e a saudade ainda aperta. Mas estas recordações que me roubam um sorriso, estas ninguém tirará de mim!

 

     Para todos os avós e para a minha avó em especial (onde quer que esteja!) um bem haja por todos os ensinamentos e gargalhadas arrancadas, a nós vossos netos. E que um dia eu possa ser tão boa avó como a minha foi!

    

    

 

 

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