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Marta Velha - Writer

Marta Velha - Writer

Amor de Deus! :) Maria tem a casa renovada

22.06.24, Marta Velha

…Tudo é possível ao que crê.

Marcos 9-23

Livro 'Amor de Deus'

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     Francisco conduzia lentamente, queria aproveitar aqueles momentos na companhia de Maria. Olhava constantemente para ela. O seu perfume a flores começava-o a perturbar. A música tocava muito baixinho. De vez em quando olhava para Maria. Recordava o toque suave da sua pele.

     “-Vamos a casa do meu avô??” – Maria estava muito espantada.

     Francisco deu uma gargalhada. “-Estava a ver que não reconhecias o caminho!!” – Olhou-a num misto de ternura e carinho. “-Vamos. Quero que vejas uma coisa.”

     Maria franziu a testa, não sabia o que poderia ser.

     Quando Francisco parou o carro em frente ao portão, Maria esbugalhou os olhos.

     “-Não acredito…” – E abrindo a porta do carro saiu, olhando para tudo à sua volta. Parecia uma criança num mundo só de brinquedos. Levava as mãos à boca. Sentia-se prestes a chorar mas de alegria.

     “-Espero que gostes…” – Francisco sussurrou. Tinha vontade de a agarrar ali mesmo e dizer que a amava.

     Maria olhava para a casa. Estava pintada de branco. A cerca estava arranjada. No jardim havia flores plantadas e um pequeno limoeiro. As persianas eram novas e a porta de entrada apesar de ser a mesma tinha um aspecto novo.

     “-Foste tu?” – Deu-lhe a mão num gesto cheio de carinho.

     “-Não, mas ajudei no jardim. Conheço umas pessoas que o fizeram a meu pedido. Digamos que me deviam uns favores.” – Sorriu ao lembrar-se do grupo de homens que prontamente o ajudou. Ninguém recusou nada.

     “-Francisco, não posso pagar-te isto nem que trabalhe de graça anos a fio…”

     Francisco olhou em redor. Como não viu ninguém, beijou-a ao de leve na boca. “-Vamos entrar, as surpresas ainda não acabaram.”

     Maria abriu a porta sem dificuldade. “-Aii, já não range!!” – E sorriu dando pulinhos de contente.

     Quando entrou paralisou junto da entrada. A casa estava pintada também por dentro e tinha electrodomésticos novos ou pelo menos pareciam novos. Ligou o interruptor da luz e desligou-o. Repetiu o gesto algumas vezes. “-Já tenho luz.” – Os olhos alagaram-se em água.

     “-E também tens água canalizada. E se abrires o frigorífico tens outros miminhos.”

     Maria abriu o electrodoméstico e ficou pasmada com a quantidade de coisas que estavam lá dentro. Abraçou-se a Francisco. “-Obrigada meu amor. Obrigada…Nunca poderei agradecer convenientemente o que fizeste por mim. A casa está linda…” – Olhou em redor.

 

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